10 de junho de 2015

80 anos de muita força e amor



Hoje tem uma pessoa muito especial fazendo aniversário e quando eu pensei no que poderia falar, claro que veio de cara escrever sobre ela como mãe, mas em seguida desisti.

Ela tem uma história de vida que se antecede a mim e toda essa trajetória merece uma homenagem.
Rozelita Soares Lazauskas, alagoana, com muito orgulho, e Pilarense (nascida na cidade do Pilar) com mais orgulho ainda.

Meu avô criou 5 filhos e ela foi a raspa do tacho de uma família do interior. Aos 13 anos, se não estou enganada, viu sua mãe morrer em seus braços (me dá calafrios quando penso nisso), mas como a vida não pára todos tiveram que se reerguer e seguir em frente.

Tempos de lampião, ferro na brasa, água na quartinha, da palmatória, época em que as moças faziam o pedagógico e que pegar na mão do namorado era quase um crime.

Morou em um pensionato de "27 moças" (Mainha, você vai saber porque frisei isso. hahaha) e como tinha história desse lugar...

Trabalhou como funcionária pública, comprou uma casa da COHAB, conheceu meu pai e os dois juntos começaram a formar a nossa família. 

Minha mãe continuou trabalhando depois que cheguei. Passou vários perrengues com creche e empregadas domésticas que ficavam comigo. Desde de suco de tomate quente que me deram até empregada que me trancou no banheiro.

Pensem em uma mulher que cuidava da casa com o maior zelo do mundo! Lavava, encerava, tinha o maior orgulho daquele piso de mármore que conseguiu colocar. Muitas vezes deixava de sair só pelo prazer de deixar a casa brilhando.

Lembrança da nossa casa


Quando eu tinha uns 12 anos meu pai foi diagnosticado com câncer e hoje, bem mais que naquela época, tenho noção da fortaleza que é essa mulher. Infelizmente, em abril de 1993 meu pai faleceu por conta da doença e pra ela restou a dor e uma pré-adolescente de 13 anos para cuidar. Porém, vinha mais coisa pela frente e em setembro do mesmo ano faleceu meu avô. 

No meio de todos esses acontecimentos ela ainda voltou a dirigir.

Ela me deu todo apoio na hora que quis fazer um intercambio nos EUA e mais uma vez só agora que tenho filhas dou o devido valor a coragem dela. Gente, naquela época não tinha internet e nada dessas coisas que facilitam a gente saber notícias. Era esperar a ligação e pronto.

Ela foi forte quando casei e mais forte ainda quando me separei, tendo em vista que não foi um divórcio tranquilo. Me acolheu de volta em casa e foi mãe junto comigo para a minha filha.

Sofreu quando casei pela segunda vez e mudei com a "filha-neta" para tão longe.

Assim que conseguiu veio pra cá e ficou do meu lado para acompanhar o nascimento da segunda neta, passou meu aniversário de 35 anos comigo mesmo tendo dito que não ia mais viajar porque já está muito cansada.

Tá pensando que essa senhora de 80 anos, comemorados hoje, só tem essa força interior, fé e uma boa história para você admirar? Ela surpreende em outros campos também. 

Quando eu já morava aqui em Santa Catarina a danadinha aprendeu a passar as fitas de vídeo para dvd sozinha, tinha perfil no Orkut, Messenger e atualmente tem Facebook, Skype, E-mail e acompanha as fotos das netas pelo 23snaps. Não é pra se orgulhar de ter essa mulher como mãe/avó/amiga?

Uma mulher muito família que luta até hoje pelos seus parentes e amigos. Precisou de ajuda? Lá está ela, mesmo que muitas vezes eu brigue e diga que agora quem precisa de paparicação é ela.

Mãe, Deus não podia ter escolhido uma pessoa melhor nesse mundo para cuidar de mim. Que Deus te abençoe e te proteja. Te amo muito!!!

Nós te amamos!!!






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