25 de junho de 2013

Você conhece a PeNSE?



Toda manhã quando acordo dou uma geral nas notícias pelo celular e foi assim que conheci a PeNSE 2012 ( Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) feita pelo IBGE.
A pesquisa é bem ampla e divulga dados sobre vários assuntos: aspectos socioeconômicos, contexto familiar, hábitos alimentares, prática de atividade física, hábitos sedentários, experimentação e consumo de cigarro, álcool e outras drogas, saúde sexual e reprodutiva, violências, segurança e percepção da imagem corporal. 
Foram entrevistados cerca de cem mil adolescentes entre 13 e 15 anos em 2.842 escolas de todo o país. Os diretores ou responsáveis pelas escolas também participaram da entrevista respondendo sobre a estrutura e o entorno das escolas.

Alguns dados da pesquisa me chamaram a atenção e vou comentar aqui pra vocês.


Dos alunos entrevistados 28,7% disseram já ter tido relação sexual  e desse percentual a maioria usou preservativo na última vez.


Um grande percentual dos adolescentes, mais de 80%, respoderam que receberam orientação sobre DSTs, AIDS e prevenção de gravidez.

Se você tem filhos adolescentes e ainda não conversou com eles sobre sexo, preservativo e DSTs não perca tempo. Esqueça constrangimento e tudo mais que te impeça de abordar esse assunto porque a saúde do seu filho é muito mais importante do que isso.
Existem livros bem legais para adolescentes que abordam o assunto. Um deles é o Era uma vez minha primeira vez da Thalita Rebouças.
No blog Inventando com a Mamãe da +Chris Ferreira tem um post que fala sobre o livro. Clique aqui para ler o post ;)

Apesar da Lei dizer que para tirar carteira de motorista ( CNH) a idade mínima é de 18 anos, tem adolescente praticando antes do tempo e colocando não apenas a sua vida em risco, mas a de outras pessoas também.

Pois é, acreditem vocês que 27,1% dos entrevistados (adolescente entre 13 e 15 anos) disseram ter dirigido nos 30 dias que antecederam a pesquisa e a maioria são de meninos.
Esse foi um dado chocante para mim.

"Tanto os resultados da PeNSE 2009 como os da PeNSE 2012 revelaram que parcela significativa de alunos do 9º ano do ensino fundamental não respeitavam as leis de trânsito ou se expunham a riscos, o que corrobora com as elevadas taxas de mortalidade de jovens no país por acidentes de trânsito."

"Nos 30 dias anteriores à pesquisa, 22,9% do total de escolares foram transportados em veículos motorizados dirigidos por motoristas que tinham consumido bebida alcoólica. Os estudantes de escolas privadas estiveram mais expostos a esse risco, 25,8%, do que os das escolas públicas, 22,3%."

A irresponsabilidade no trânsito com menores não é exclusividade nossa. Semana passada compartilhei na Fan page blog a notícia de que na Austrália um menino de 7 anos foi pego dirigindo para levar o pai, que estava bêbado, para casa. Clique aqui para ler a notícia.

Investigando o uso de drogas ilicitas (maconha, cocaína, crack, cola, loló, lança perfume, ecstasy) e fazendo uma análise do resultado por capitais o maior índice ficou com Florianópolis, seguida por Curitiba e os menores com Palmas a Macapá.

"Florianópolis foi a que apresentou maior proporção do consumo atual de maconha (10,1%)."


E Florianópolis continua entre as primeiras no percentual de entrevistados que consumiram bebida alcoolica com (34,1%) perdendo para Porto Alegre que lidera com (34,6%).


"Os escolares da região Sul apresentaram o maior percentual (27,4%) e os do Nordeste o menor (17,3%)."


E na questão de cigarro e outros produtos do tabaco mais uma vez a capital de Santa Catarina aparece nos primeiros lugares:

"As cidades com maiores proporções de escolares fumantes no período foram Campo Grande com 12,4% e Florianópolis com 9,7%."

Como moro em Santa Catarina, os dados que envolvem a capital de maneira negativa, realmente foram os que me chamaram mais a atenção. Porém recomendo que quem puder leia a pesquisa, comente com seus filhos e divulguem também. 



A pesquisa mostra o cenário onde vivem a maioria dos adolescentes. É importante para nós pais conhecermos essa realidade que pode não ser a de nossos filhos, mas que nem por isso podemos pensar que está longe deles.


Pale ler mais sobre a pesquisa clique aqui.


O que vocês acharam dos dados? Imaginavam alho diferente, se surpreenderam com alguma coisa? Comentem ;)




3 comentários:

  1. Te contar.. é complicado, viu?! Hoje cedo eu tava comentando com meu marido sobre essa formação das crianças... mtas das coisas 'erradas' são influência do meio em que vivem (escolas, amigos etc) mas se tiverem uma boa educação e boa orientação em casa, a coisa funciona BEM melhor! Por isso é fato: PRECISAMOS CONVERSAR COM NOSSAS CRIANÇAS!
    Bjks

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  2. Muito informativo o seu post!!
    Quanto mais proximo deixarmos eles menor serão as chances de se meterem em grandes confusões...
    Bjs
    Mari
    #amigacomenta
    http://maricriando.blogspot.com.br

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  3. Oi Mônica, ótimo o post e com informações superimportantes.
    Precisamos estar sempre próximas, atentas e falando dos assuntos abertamente,.
    Muito obrigada pela referência.
    beijos
    Chris
    http://inventandocomamamae.blogspot.com/

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